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O que é a Iniciativa „Râvna –Organização sindicalista revolucionária  (ROSR) ?
A „Râvna –Organização sindicalista revolucionária” é um projecto anarquista que tem como finalidade promover os princípios do sindicalismo revolucionário dentro das fronteiras de Roménia.

Quais são os nossos objectivos?
Nossos objectivos são de iniciar uma crítica aos sindicatos actuais que operam no mercado e que têm uma conduta antidemocrática, de dar a conhecer as ideias libertárias, de solidarizar com a classe trabalhadora e com outros grupos sociais oprimidos sob o sistema actual e de contribuir para a formação de movimentos sindicalista revolucionária na Roménia.

O que é ROSR concretamente e quais os planos de desenvolvimento?

Actualmente promovemos o nosso projecto com a publicação de um boletim informativo. Este tem o papel de tornar clara a nossa posição acerca do movimento sindical, de definir, para os interessados, os princípios que formam a base da nossa iniciativa e para indicar o modelo de organização social e económica de acordo com os princípios libertários.
O colectivo ROAS tem também em conta a participação em acções sociais de maneira a tornar visível a presença anarquista entre os sindicalistas, entre as minorias de qualquer espécie que reivindicam um estatuto justo na sociedade e entre as manifestações de qualquer tipo que têm como objectivo promover a emancipação da classe trabalhadora da dominação do estado, do capitalismo e da religião.

A RORS intenciona ser uma secção da AIT, com cujos estatutos e princípios nos identificamos. Esta adesão é devida, em parte, à consciencialização da importância da solidariedade internacional. Acreditamos também que a adesão contribuirá para uma melhor assimilação das ideias anarco-sindicalistas,tanto entre os membros da ROSR como ao nível da sociedade, que encontrarão inspiração da longa tradição da existência desta organização.

Qual é a motivação do projecto e o que intenciona realizar?

A sociedade é dividida em classes sociais, entre os opressores e os oprimidos. Partindo da convicção de que os privilégios de alguns são a fonte de abusos e injustiças, identificamos a fonte do mal na sociedade em que vivemos onde quer que haja hierarquia e autoridade.

Esta forma de existência social ilegítima é a que, intrinsecamente, dá rumo aos nossos destinos. Assim, o Estado, o capitalismo e a religião devem ser objecto de controlo a fim de comprovar se a autoridade exercida por eles satisfaz as condições que devem ser estabelecidas como base da nossa sociedade. Acreditamos que tal não se verifica e que as acções promovidas por estas entidades se voltam contra todos nós, sendo que a nossa história não é senão uma longa série de abusos e usurpações, cometidos por aqueles dotados de autoridade.
Desta forma, o Estado é o responsável por controlar a educação, por inocular a obediência de maneira a conservar o poder e de promover livremente os interesses da classe dominante, o capitalismo é responsável pela criação de uma sociedade economicamente desigual e injusta, a religião é responsável por impor os seus dogmas como sendo verdades absolutas e fazer com que a miséria social passe a ser ignorada. Estas variáveis tornam possível a tomada de decisões arbitrárias,directa ou indirectamente, por parte de alguns contra os outros.
Face ao exposto, lutamos por uma sociedade organizada horizontalmente, com base no princípio da não-hierarquia, composta por redes de associações voluntárias, coordenadas através da democracia directa e que colaboram de acordo com os princípios do comunismo libertário.
Neste sentido, consideramos o anarco-sindicalismo como sendo o modelo mais adequado de organização, começando no local de trabalho onde temos o poder de trocar ideias, onde podemos fazer-nos ouvir e onde podemos actuar e continuando em outras esferas da rede social.